Literatura: Autor de ‘Fahrenheit 451’ morre aos 91 anos
A obra, visionária, viria a ser adaptada ao cinema, em 1966, por François Truffaut, em ‘Grau de Destruição’ e foi considerada uma metáfora crítica a regimes opressores e símbolo da oposição à censura. Considerado um dos maiores vultos da literatura de ficção científica e ficção especulativa, Bradbury foi sempre aplaudido pela criatividade e visão futurista. Exemplo disso mesmo é ‘Crónicas Marcianas’ (1950), outro clássico, em que Bradbury imaginou a colonização de Marte.
Além de romances, o escritor publicou contos, peças de teatro e argumentos para televisão. Apesar de ser sempre associado à ficção científica, género que ajudou a credibilizar na literatura, Bradbury recusava o rótulo: "Sou um escritor híbrido. Só escrevi um livro de ficção científica, o ‘Farhrenheit 451’. Todos os outros eram fantasia", dizia.
Apaixonado por cinema, fez, entre muitos outros trabalhos – também para televisão – uma adaptação de ‘Moby Dick’ (1956), realizada por John Huston. E somou prémios, entre os quais o National Book Award.
Sempre activo, apesar da saúde debilitada, Ray Bradbury nunca esmoreceu na paixão pelas palavras. Nos últimos anos, continuou a participar em eventos públicos ligados à literatura e à escrita. Todos os dias.